O CV da FASPEBI        A História da FASPEBI         A História da Guiné-Bissau

SUCESSOS DA F A S P E B I
Fundação para o Apoio ao desenvolvimento dos Povos do Arquipélago de Bijagós


com o projecto de apoio às escolas bilingues nalgumas Ilhas do Arquipélago
(PAEBB: Projecto Apoio Ensino Bilingue Bijagós)

 

PERÍODO A (1976- 1995)

I. 1976-1982

Em 1976 há início o primeiro grupo de pesca (Doc. 1a), com os pescadores José Barbosa e Malam, com um motor de 6 cavalos Envirude, uma pequena canoa Nhominca. e uma rede de pesca: tendo funcionado bem (os pescadores devolveram o dinheiro emprestado para comprar a canoa e o motor), o pe. Luigi, de volta dos Estados Unidos, em 1978 ajudou outros 5 grupos de pesca (Doc. 1b), com o dinheiro do Catholic Relief Service de New York (5.000 USD).

Em 1979 abre também em Bubaque o Projecto de Pesca Artesanal (Pescarte) financiado pela Suécia, com motores Volvo Penta, pouco adaptados ao clima da Guiné. A ajuda da Pescarte foi valiosa, porque comprava o peixe ao pescadores e o transportava para a venda em Bissau, utilizando as câmaras frigoríficas e a caixa com gelo.

Em 1980, com a ajuda de pequenos financiamentos de várias organizações (Doc. 2a, p. 5-6) foram ajudados acerca de trinta grupos de pesca, especialmente nas ilhas de Canhabaque, Orangozinho, Bubaque e Canogo.

Em 1982, com a entrada da Misereor (financiamento de 241.800 DM, Doc. 2b) ao Projecto de pesca foi acrescentado com o proejcto de Agricultura, Corte e Costura e Animação feminina (Igiene e Nutrição) na ilha de Orangozinho, sob a direcção da Senhora Mina Hohener, enviada pela Interteam da Suiça.


II. 1984-1986

Em 1984, sendo os grupos de pesca um successo para a população, há uma outra intervenção da Misereor (financiamento de 449.000 DM, Doc. 3a), com várias acções no sector da pesca nas Ilhas e da agricultura em Orangozinho (hortas de caju com arame ferpado, para proteger das vacas, tracção animal, catavento e irrigação para hortaliça).

A APPOBI (Appoggio Popolazione Bijagós) da Suiça (Doc. 3b) continua a mandar pequenas mas contínuas ajudas financiárias, para resolver os problemas da saúde (fabricação de tendas mosquiteiro para a prevenção contra a malaria e pagamento de arame ferpado): foi construída também uma carpintaria e uma pequena oficina mecánica para a construcção de botes, com a ajuda do cooperante Ferrario da Itália.

Um mecánico da Suiça, Rodolfo Moschberger tenta de utilizar a fibra de vidro com a canoas Nhominca (semelhante ao projecto dos chineses com alguns barcos de pesca em Cumeré), mas a fibra não tem pegado bem na madeira de Bissilom, mas pegou bastante bem no bote “Acanho”, de fabricação Guiné-Konakri (madeira mais leve).

Neste período começa a política do mercado livre, há também a intervenção do FMI (Fundo Monetário Internaional) e os preços da gasolina aumentam enquanto que o preço do peixe é congelado para compensar o congelamento dos salários.

Para fazer frente à dificuldade económica (custo exgerado da gasolina), o nosso projecto pensa de utilizar os motores a gasóleo “for a de borda” (Projecto italiano com os motores Ruggerini), mais económicos (consumo inferior de gasóleo), os quais não eram bem construídos e tiveram um espaço de vida de um-dois anos (Doc. 4).


III. 1987-1990

Começa o Projecto de construcção de botes com o técnico Christian da Dinamarca (que tinha trabalhado no projecto PESAC da Missão Católica de Bubaque).

Construcção do “workshop” para construir os botes de 2 toneladas (cinco + sete) e de 4 toneladas (um) e para colocar os motores Diesel entro de borda (Deutz de um e de dois cilindros): Doc. 5.

A Misereor sugere de formar Associações, com os projectos financiados pelo Governo da Alemanha Federal: por isso, depois de uma visita a São Tomé (1989) para ver as cooperativas de pesca do Senhor Dr Fernando Macedo Ferreira (Presidente da ONG Coopafrica, de Portugal), foi tentada a experiência da Associação ASPEBI.


IV. 1990-1993

A Pescarte é em crise, os pescadores não ganham (preço alto do combustível, preço baixo do peixe, pagamentos em atraso feitos aos pescadores pela Pescarte, saída da cooperação da Suécia, etc.): no 1980 o preço de um litro de gasolina era como o preço de um kg de peixe Tainha (relação 1:1), em 199 0 esta relação é de 1:3.

Auditoria da Misereor sobre as cooperativas de pescas.


V. 1993-1995

Em 1993 (Outubro) Pe. Luigi deixa o Projecto nas mãos do cooperante Vincenzo Coco, mecânico, da Itália, e do Senhor Giorgio Scrivanti, gestor, que começam uma nova tentativa com a ASPEBI: novos motores Ruggerini Diesel entro de borda, com refriagem com água (substituição dos pequenos Deutz, refriagem com ar), envio de pessoal para estágios em Portugal (gestão, mecânica, construcção de botes, agricultura), através de um projecto de 20 bolseiros financiado pela Sedepru, Misereor e OIKOS (uma ONG de Lisboa), sob a direcção do senhor Lino Bicari (Doc. 6 a).


PERÍODO B (1995-1999)

I. 1995-1997:

Em 1995 é criada a FASPEBI, depois da recusa da Sedepru de continuar a financiar projectos como a ASPEBI, o PESAC, os BOLSEIROS para Portugal, etc. (Doc 6b).

O senhor Vincenzo Coco deixa o projecto por motivos familiares e outros (cfr carta ao pe. Maurizio Fioravanti (Doc. 6c).

É recusado o pedido de um novo mecânico (Doc. 6d).

O pe. Luigi convida um antigo estagiário da Aspebi residente em Lisboa (curso de gestão), Lulu (de Pina) para regressar para a Guiné-Bissau, para dirigir o projecto com várias actividades: pesca, carpintaria, viagens, construcção de redes para recinção de hortas, corte e costura, construcção de escolas, etc. (Doc 6e).

Neste período a viragem mais forte da Faspebi é a determinação de trabalhar sobretudo com as escolas e as escolas bilingue (Crioulo e Português): Doc. 7:

Esta é a experiência do pe. Luigi, feita em Camboja e na Ásia, onde o desenvolvimento é criado sobretudo pela Educação.


II. 1998: Mesa Redonda Faspebi – Cidac – UE

É decidido de começar o Ensino bilingue no Ensino básico (1-Vi cl)


III. 2001-2004: Iª Fase, Cidac, UE, Faspebi:

A avaliação feita pela Inde é positiva (Alexandrino e Augusto Pereira).


IV. 2004-2007: IIª Fase: Faspebi – Amigos pe. Luigi (Appobi-Pime Uam e Mam-Ambrosoli…)

A segunda avaliação feita pela Inde é positiva (Paolo Santos).


V. 2007-2009: Regime de autogestão:

- 2007 Abertura do Jardim e pre-escola, dirigida pela Irmã de Bubaque

- 2008: Acordo de cooperação com a Missão Católica de Bubaque e a escola comunitária de Takir.

- 25/06/08: protocolo de acordo com o MEES (Ministério de Educação e de Ensino Superior)

- 03/02/09 : protocolo de acordo com a delegacia subregional de Bubaque

 
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