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CURRICULUM VITAE: FASPEBI
 

 
Nome: FASPEBI – Fundação para o Apoio ao Desenvolvimento dos Povos do Arquipélago dos Bijagós

Endereço: FASPEBI, Ilha de Bubaque, Cx. P. 385, 1031 Bissau, GUINÉ-BISSAU
           "mailto:faspebi@hotmail.com" faspebi@hotmail.com

Data de criação: 15 de Agosto de 1995
Regime jurídico: Fundação de utilidade pública

Nome do responsável: Padre Luigi Scantamburlo, Presidente
Coofundadores (7): Sr. Giorgio Scrivanti (Italy); Sr. Gaetano Solano (Italy); Sr. Domingos Kussinorte (Guiné-Bissau); Sr. Mario Carlos Yala (Guiné-Bissau); Sr. José Carlos Pina Barros (Guiné-Bissau); Sra Regina Maria Segunda Soares (Guiné-Bissau); Sr. Alberto Baptista Lopes (Guiné-Bissau)

Pessoal quadro:
- 11 pessoas a tempo pleno: 1 ccordenador. 1gestor financeiro. 1 logista, 1 técnico de computador e de fotocopiadora, 1 coordenador do Conselho pedagógico composto de seis membros, 1 responsável da secretaria)
- Pessoal contratados: 60 professores e monitores e 15 com várias responsabilidade (guardas, marinheiros, ajudantes..)

Experiência / Actividades

Esta Fundação surge na sequência de um trabalho desenvolvido, desde há cerca de 20 anos (1975-1995), no apoio a um grupo de pescadores e de estudantes que foram criando infraestruturas em Bubaque e nas ilhas para ajudar as populações locais a fazer face aos desafios do desenvolvimento surgidos depois da independência do 1974.

Os seus objectivos

Pode ler-se nos Estatutos legais desta Fundação: “Artigo 3º: A FASPEBI tem como objectivo principal a promoção para o apoio do desenvolvimento dos povos do Arquipélago dos Bijagós, contribuindo não só para a elevação do seu nível económico, mas também social, cultural e moral, utilizando todos os meios legais pertinentes”.

Isso sobretudo, para ajudar os povos das Ilhas a viver conforme as suas tradições, sem recusar as necessidades de novas tecnologias, chegando assim à modernidade por meio de uma transição harmoniosa.

Depois da experiência dolorosa do conflito armado de 1998-99, e da crise surgida entre membros da sociedade Bijagós (conflicto de natureza política) a maioria das actividades da Faspebi têm sido orientadas para uma escola de qualidade, sendo essa, ao nosso ver, uma das maneiras mais adequadas e uma das necessidades mais urgente para ajudar o desenvolvimento

Domínios de Intervenção

antes de 1995:

- Início da Escola de Ciclo (Vª-VIª classes) em Bubaque (1975.76), com o apoio externo do Ministro da Eduicação, Dr. Mário Cabral;
- Início da escola primária em Canhabaque (1979), ilha que tinha sempre recusado a colaboração com o poder do colonialismo Português;
- Construcção de infraestruturas em Bubaque (1976-1994) para apoiar a formação de 100 grupos de pescadores (porto, oficina mecânica, carpintaria para construcção de botes, armazém de apetrechos de pesca e de peças subselentes);
- Vedação em Orangozinho (1982-1991) de uma horta, construcção de uma escola de corte e costura, ensino da tracção animal, para ajudar a população a melhorar a própria dieta e aprender novas técnicas:
- Recolha de peças de arte (esculturas) para preparação de um Museu da memória da cultura Bijagós (mitos, acontecimentos históricos, crenças religiosas, etc.).

depois de 1995:

- Apoio às escolas públicas em Bubaque, Canhabaque, Orangozinho e Imbone, para implementar o ensino Bilingue (Crioulo Guineense –Português); em 2001 há início a primeira classe desse ensino bilingue que completou o seu período de seis anos de experimentação (Ensino Básico Unificado) em julho de 2007. O Projecto, denominado PAEBB (Projecto de Ensino Bilingue na Ilhas Bijagos) actua em 11 escolas com 1.6800 alunos. O MEES (Ministério de Educação e de Ensino Superior) reconheceu a valididade do PAEBB, assinando o Protocolo de Acordo em Junho de 2008. Este Projecto está actuando também numa escola em Takir (Antula) e em Catió (Ilheu de Infande e Ilha de Como).
- Composição de material didáctico, manuais, Diconário bilingue Crioulo Guineense-Português, Gramática do Crioulo Guineense, como utensílios para os professores do ensino bilingue;
- Construcção de 5 escolas e melhoramento de outras cinco, com as salas de aula completas de carteiras e armaros;
- Apoio financeiro mensal aos professores, através de um subsídio adequado;
- Pesquisas culturais para conservar a cultura Bijagós: Gramática e Dicionário da Língua Bijagós, preparação de uma sala para o Museu de arte Bijagós, gravação de um DVD trilingue sobre a Mundo Espiritual dos Bijagós (34 min.);
- Construcção de alguns ateliers (corte e costura, escultura em madeira), aulas de agricultura e de apicultura, aulas de música e de dança, para ajudar os alunos a desenvolver actividades práticas;
- Construcção de um Centro Tecnológico, com escola de Computadores, Cibercafe com Internet VSAT, e uma Rádio de 350 watts.
- Abertura, em 2007, do Museu de Arte Bijagós, denominado “Museu pe. Arturo Biasutti”, em Bubaque.

 
Pe. Luigi Scantamburlo
Bubaque 21 de Dezembro de 2010

 
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